“TAG”: EXEMPLO DO REPÚDIO À NOSSA LÍNGUA

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O estrangeirismo exacerbado não é uma característica exclusiva de Patos de Minas. É certo que o Brasil, 516 anos depois do “descobrimento” pelos portugueses, ainda não “acatou” a língua de lá como sendo a oficial. O ruim da coisa é que Patos de Minas trilha o mesmo caminho nacional. No comércio, por exemplo, basta reparar nas vitrines e reclames comerciais: 50% off, delivery, coiffeur, fitness, outlet, sale, out e outras mais. Eis que agora surge este tal de TAG.

O que é TAG? O Dicionário Inglês-Português Michaelis nos informa: etiqueta, identificação, rabo, ponta solta, trapo, cauda, ponta metálica em cordão (de sapato), final, fim, estribilho, refrão, apêndice, penduricalho, citação retórica, citação, clichê, chavão, epíteto, rótulo, apelido, placa de licença (automóvel), mecha de cabelo emaranhada, marca de identificação em pichação, assinatura.

A loja que afixou este “aviso” deveria nos informar qual dos TAG constantes no Dicionário Michaelis nós deveremos procurar nos seus produtos à venda. Infelizmente muitos patenses, como via de regra tantos brasileiros, consideram que, usando palavras estrangeiras, ficam mais “chiques e respeitados”. No caso presente, será que a promoção do TAG vai aumentar as vendas? É Castro Alves, que pena o nosso bom, simples e melódico português ser tão vilipendiado!

0* Texto e foto (09/11/2014): Eitel Teixeira Dannemann.

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