UM MORRO RESISTENTE NO ANTÔNIO CAIXETA

Postado por e arquivado em 2014, DÉCADA DE 2010, FOTOS.

Esta é a Rua Farnese Maciel, quase esquina com a Major Gote, descendo em direção à Avenida Fátima Porto. Antes, o Centro. Lá embaixo, transpondo aquele logradouro, o Bairro Antônio Caixeta. Poucos metros à esquerda, a Avenida faz uma curva de quase 90º e segue em linha “quase” reta separando os dois bairros até se misturar a outros.

Interessante é o morro em destaque. Enquanto pelas adjacências outros de seus irmãos já foram urbanizados (enquanto outros não), ele continua lá, não muito sereno, deteriorado pela grande erosão (como os outros), esperando que algum dia seja povoado. Ele se pergunta: – “Como vão resolver este problema que consome minhas entranhas?”. Enquanto isso, na placa ao pé da frondosa árvore, talvez esteja marcado: “Neste morro, quase todas já se foram. Até quando resistirei junto com o restante da minha família?”. E ela, a árvore da placa, suspira conformada: – “Torcemos, pelo nosso Criador, que as chuvas não nos levem junto com o barro e que não causemos transtornos às pessoas”.

0* Texto e foto (09/11/2014): Eitel Teixeira Dannemann.

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