AUTO URBANIZAÇÃO DO BAIRRO ALTO DOS CAIÇARAS

Postado por e arquivado em 2015, DÉCADA DE 2010, FOTOS.

Em meados da década de 1960, bem distante dos Maristas morro acima, surgiu um clube campestre denominado Caiçaras Country Clube. Os anos se passaram e o “distante dos Maristas morro acima” se tornou “logo acima”. Assim, no entorno do Clube, o Cerrado bravio foi perdendo seu lugar para o asfalto e o concreto. O imenso bairro que então tomou conta do mato foi transformado em dois, Caiçaras e Alto dos Caiçaras. As duas últimas definições de perímetros e logradouros foram: Lei n.º 4.383 (14/05/1997) para o primeiro e Lei n.º 6.355 (11/11/2010) para o segundo.

Uma verificação mais atenta nos dois bairros, principalmente no Alto dos Caiçaras, nos mostra que a urbanização do local não se deu através de um planejamento. Pode-se imaginar que as construções foram surgindo de acordo com a conveniência do proprietário. Vai dai que são muitos os exemplos de desalinhamentos ou interrupções bruscas de ruas sem razão de ser.

O exemplo da foto é substancial. Trata-se da Rua João Pacheco Filho. Partindo da Avenida Tomaz de Aquino ela cruza com as Ruas República do Chile, João de Barros, Colômbia, Uruguai e Albânia. Neste cruzamento, há o inusitado: a João Pacheco Filho, que deveria terminar na Rua Major Gote bem no muro do Parque de Exposições onde está o palco da Arena de Shows depois de cruzar ainda com as Ruas Berilo e Topázio, tem interrompido o seu trajeto por uma grande construção residencial. Este é só um exemplo de como muitas construções surgiram naquela região em locais ao bel prazer do construtor, não importando se vão interromper ou não a rua.

0* Texto e foto (04/03/2015): Eitel Teixeira Dannemann.

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