CADEIA: UM SÍMBOLO HISTÓRICO INSULTADO

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“Uma página apagada de nossa história”. É assim que Maria Beatriz Kother, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), define a importância da preservação do patrimônio histórico. “Perdemos muito cada vez que nosso patrimônio é demolido, descaracterizado ou mutilado. É como se apagassem uma página de nossa história. São danos irreversíveis”, afirma. Ações da sociedade civil têm conseguido ao menos alertar sobre o significado do patrimônio histórico que, além de um valor material e estético, conserva em si elementos da história do lugar e de sua população.

Qual a importância patrimonial do histórico prédio da Cadeia? A hoje Patos de Minas só se emancipou em 29 de fevereiro de 1868 porque providenciou – provisoriamente – um local de Cadeia, Câmara e Fórum, como exigia a Lei. O “provisório” foi longo demais, pois somente em maio de 1914 é que a sede própria foi inaugurada. E a partir do momento em que iniciou suas atividades, entrou para a História da cidade como peça imprescindível do seu patrimônio cultural. Basta esta característica para se cair o nosso semblante quando verificamos o estado físico de total abandono da emérita Cadeia.

Temos ainda algumas construções antigas que merecem ser resguardadas. Mas a Cadeia é o último bem público ainda de pé. Unicamente por isso, não há nenhuma outra construção antiga que se iguale à Cadeia. Entretanto, por incrível que pareça, de todas a Cadeia é a mais vilipendiada!

0* Texto e foto (19/04/2015): Eitel Teixeira Dannemann.

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