MONUMENTO AO HOMEM DO CAMPO: O BRAÇO DA VERDADE

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Arrancaram a mão esquerda do homem do balaio, o Monumento ao Homem do Campo. De novo! No gesto está uma tétrica verdade: como regra geral no país, há uma parcela da sociedade patense em estado de desajuste. Tudo a ver com cultura, educação, ética, honra e outros quesitos. É fácil, muito fácil perceber esta parcela desajustada de nossa sociedade. Basta passar um tempo, uma hora apenas, em qualquer região da cidade, mas, de preferência, na esquina da Rua Major Gote com sua colega Olegário Maciel. Lá é o nosso centro do miolo do olho. Lá, é onde mais transitam os representantes de todos os tipos psicológicos da cidade. Lá, cada um que passa mostra – a pé, de carro, de moto, de carroça ou de bicicleta – o seu perfil neurológico. E lá, como em qualquer bairro, se nota o joio no meio do trigo.

O trigo sofre na mão do joio, pois, por mais incrível que pareça, no país do pau brasil, por lei, o joio recebe benesses por ser joio, enquanto que o trigo aviltado que trate de brigar na justiça por seus direitos. Sabe-se lá qual das ramificações do joio arrancou a mão do braço da verdade. A verdade, a mais pura verdade, cruel verdade, assim como em todo o país, é que em Patos de Minas o joio já suplantou o trigo há muitos e muitos anos.

* Texto e foto (27/02/2017): Eitel Teixeira Dannemann.

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