ABERRAÇÃO NO PASSEIO – 13: BLOQUEIO INSULTUOSO

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Sábado de manhã com um belo céu azul, antevéspera do Dia dos Namorados, com o centro da cidade mais parecendo um formigueiro. Nas ruas, veículos ansiosos e nervosos querendo alcançar seus destinos; nos passeios, a multidão disputa cada centímetro num perturbado vai e vem. De repente, não mais que de repente, uma farmácia localizada no quarteirão da Rua Olegário Maciel entre sua colega Major Gote e a Praça Abner Afonso nos apronta esta sandice no estreito passeio apinhado de gente: simplesmente ocupa o espaço público para locomoção dos pedestres com duas mesas e cinco cadeiras, obrigando os passantes a disputar nas ruas com os irados motoristas o direito sagrado de ir e vir.

Por que acontece este tipo de estupidez na cidade? A resposta é tão simples e ordinária que nem seria preciso destacá-la. Mas aqui está: o responsável pela farmácia, assim como qualquer comerciante, pois os exemplos abundam, sabe perfeitamente que o nosso Código de Posturas não vale absolutamente nada; e ele sabe que o nosso Código de Posturas não vale absolutamente nada porque o poder público de Patos de Minas só é eficientíssimo unicamente no momento de receber o salário que tão a contragosto o povo trabalhador paga.

* Texto e foto (10/06/2017): Eitel Teixeira Dannemann.

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