CASA DE JERÔNIMO DIAS MACIEL NA DÉCADA DE 1990

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As obras da chácara do Major Jerônimo terminaram em 1881. Na verdade não demorara muito para se erguer o casarão colonial feito de madeira e tijolos de adobe, com a senzala nos fundos. Ao contrário da maioria das casas de Patos de Minas, na casa do Major não se fervia água para os banhos. Através de um moderno sistema de serpentina, instalado acima do fogão de lenha da cozinha, as negras já levavam a água quente e generosa para a banheira. Neste espaço, Jerônimo e sua esposa Etelvina (sua sobrinha, filha do irmão Antônio Dias Maciel, conhecida por Nhá) criaram os treze filhos. Jerônimo faleceu em 1906 e Nhá em 1926. Desde então os herdeiros foram vendendo as partes que lhes couberam no inventário. Aos poucos, da chácara restou apenas o casarão. O último morador foi o filho Ataliba, falecido em 1986.

Em uma manhã de sábado, 19 de fevereiro de 2005, sem aviso, na calada e em surdina, as antigas estruturas da casa do Major Jerônimo Dias Maciel foram jogadas no chão. Enquanto o pó se erguia, era possível ver pessoas gritando e outras estáticas, bestializadas.

* Fonte: Texto de Rosa Maria Ferreira da Silva, Doutoranda em História pela Universidade Federal de Uberlândia, na linha de pesquisa “História e Cultura”. A versão original deste texto foi composta pela historiadora dentro das atividades que desenvolveu na Diretoria de Memória e Patrimônio Cultural da Prefeitura de Patos de Minas, entre 2008 e 2010 e publicado na edição n.º 14 da Revista Alpha (UNIPAM), de novembro de 2013. Grande parte deste trabalho foi publicado no EFECADEPATOS em 31/01/2014 com o título “Casa de Jerônimo Dias Maciel”.

* Foto: Lázaro Machado.

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