ARBUSTO NO TELHADO DO MARCOLINO DE BARROS, O

Postado por e arquivado em 2018, DÉCADA DE 2010, FOTOS.

Talvez, quem sabe, o culpado foi um Pardal. Ou um Bem-te-vi. Ou ainda um Urubu. O que se supõe é que alguma ave, fisiologicamente, lá depositou a semente de um vegetal. E, de acordo com as forças que só existem na Natureza, a semente germinou naquele ambiente inóspito. E vai crescendo, alimentada pelo líquido celeste que condena o poder público¹, mas que para aquela espécie vegetal, é a determinação da sobrevivência. Sobrevivência essa que terá um fim quando as mãos humanas a alcançarem. O solitário arbusto nasceu em berço esplêndido, mas, infelizmente, seu destino trágico já está traçado. Um dia não mais o veremos, restará apenas a foto de que ele existiu, efêmero, mas já faz parte da História de Patos de Minas.

* 1: Leia “Chuva: O Líquido Celeste que Incrimina o Poder Público”.

* Texto e foto (18/02/2018): Eitel Teixeira Dannemann.

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