ORDALINA VIEIRA RORIZ DA COSTA ATÉ 1980

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Menina de aparência franzina, porém dotada de grande força interior passou sua infância feliz e despreocupada na fazenda “Brejo Comprido”.

Aos dez anos de idade, já havia concluído o curso primário e tornou-se professora de catecismo sob orientação do Padre José Bento.

Aos onze anos, graças aos esforços de sua saudosa mãe ingressou na então Escola Normal Oficial de Patos de Minas, onde concluiu o curso normal.

Adolescente, foi sonhadora, idealista e feliz e como jovem teve uma vida laboriosa e alegre.

Seu sonho era ensinar Francês aos jovens estudantes e esse sonho levou-a a estudar na França o que ela considera “a coisa mais justa, honesta e linda que aconteceu em sua juventude”. Estudou com amor e responsabilidade para servir melhor à comunidade de Patos de Minas. Voltando, assumiu com grande amor e dedicação a cadeira de Francês da Escola Normal Oficial de Patos de Minas.

Preocupada com a necessidade e a urgência da construção de mais um colégio que viesse abrigar maior número de alunos e pensando na necessidade de formação de padres, foi uma batalhadora na construção do Seminário Pio XII. Para isto os idealistas pensaram em organizar uma grande festa. Sua participação na hoje tradicional Festa Nacional do Milho, foi decisiva¹.

Trabalhou nas primeiras festas com tanta dedicação e amor “como se fora um próprio filho”.

Depois veio o casamento (“nunca é tarde para amar”). Encontrou o marido ideal, na pessoa do senhor José Roriz da Costa, a cujo lado “considera que cresceu moral e espiritualmente”.

Do casamento nasceu Rodrigo, o filho bem amado e dele diz Dona Ordalina: “com seu nascimento, senti-me como se tirasse a sorte grande na loteria. O Rodrigo é o nosso patrimônio”.

Centenas e centenas de jovens patenses, tiveram o privilégio de aprender a língua francesa com a competente e dedicada mestra, até que, com justiça, veio-lhe como prêmio a aposentadoria, após a qual, mudou-se para Belo Horizonte.

Sentindo-se porém jovem e ainda idealista resolveu buscar trabalho o que não lhe foi difícil, graças à sua competência e boa disposição e hoje ainda pode considerar-se útil e necessária em dois bons colégios da Capital Mineira: de manhã, no antigo Sacré Couer de Marie, hoje Sagrado Coração de Maria, onde tem a felicidade de coordenar, ajudar e promover os adolescentes do 2.º grau; à tarde, no Colégio Santo Antônio, sente-se feliz por conviver com 500 alunos da 5as. e 6as. séries.

Nos dois colégios dedica-se à área de Educação Moral e Cívica e Educação Religiosa.

Assim diz ela em sua homenagem:

“Vivemos hoje em Belo Horizonte, no trabalho e na saudade dos amigos de Patos de Minas.

Dentre eles, distingue-me com sua amizade o Dr. Dirceu Deocleciano Pacheco, querendo homenagear-me na sua Revista.

Sou imensamente grata pela distinção que não esquecerei”.

* 1: Leia “O Idealizador da Festa do Milho” e “Sobre a Festa do Milho e o Padre Almir”.

* Fonte e foto: Texto publicado na coluna Conterrâneo Ausente com o título “Profa. Ordalina Vieira Roriz da Costa” e subtítulo “Professora em dois importantes colégios da capital mineira” na edição n.º 14 de 30 de novembro de 1980 da revista A Debulha, do arquivo de Eitel Teixeira Dannemann, doação de João Marcos Pacheco.

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