FESTA DO MILHO

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Final da década de cinquenta,
1959 era o ano.
Padre Almir não mais aguenta,
na ânsia de expor o seu plano.

A professora Ordalina o encontra,
em frente ao Hotel da Luz.
Padre Almir então lhe conta,
a idéia que lhe seduz.

Assim tudo começou,
de um bate-papo de ouvido.
A 1.ª Festa emocionou,
num evento bem sucedido.

A 2.ª foi um drama,
quase não aconteceu.
Muitas mãos teceram a trama,
e assim a Festa se deu.

O tempo passou com velocidade,
e a coisa pegou com firmeza.
A Festa se tornou realidade,
e todo ano é uma certeza.

É a Fenamilho,
a maior festa da cidade.
Patos de Minas se enche de brilho,
e diverte as pessoas de qualquer idade.

Vem gente de vários lugares do Brasil,
esperando encontrar muita agitação.
Todos com os corações a mil,
na certeza de muita animação.

O visitante aqui se sente acomodado,
como se estivesse na sua sala.
É só chegar sossegado,
e desfazer a mala.

A partir daí são muitos dias de alegria,
numa confraternização serena.
Mentes e corpos numa mesma via,
onde a felicidade se torna plena.

Os hotéis têm lotação esgotada,
pessoas se divertem desde o princípio.
Bares e restaurantes com cada mesa lotada,
são divisas para o Município.

São dez dias de barulho que não incomoda,
de manhã indo até de madrugada.
O patense não se assoda,
uma vez só no ano não é nada.

Mais vale é a cidade aparecer,
ser manchete na televisão.
Ver depois o visitante agradecer,
pela mesura da organização.

E assim se espalha a opinião,
que nem faísca em gasolina.
No Oiapoque ela é sensação,
no Chuí se fala em cada esquina.

Um mês antes é a ansiedade,
que domina cada habitante.
Um roer de unhas domina a cidade,
que não se aquieta um instante.

Em maio o Parque está pronto,
tudo luzidio e brilhante.
O Sindicato num só apronto,
encerra a fase de gestante.

Eis que a data se apresenta,
e a festa começa.
Todo mundo desengata a marcha-lenta,
e se diverte à beça.

A Comissão trabalha duro,
seguindo o senso da razão.
Depois de todo o apuro,
vem à tona a emoção.

O Parque de Exposições é a sede,
onde a maioria dos fatos transcorre.
O esforço não se mede,
mas o suor na testa escorre.

Há diversão pra todo mundo,
folia de reis e sertanejo.
É um desembestar profundo,
uma sensação de desejo.

Já teve barraca dos universitários,
e continua firme a exposição de gado.
Se confraternizam os funcionários,
enquanto o visitante fica extasiado.

O rango é garantido,
na praça de alimentação.
O cliente não é tolhido,
pela falta de opção.

Têm vários tipos de feiras,
do comércio ao rural.
Não se expõem besteiras,
unicamente o essencial.

Moças lindas, louras ou morenas,
negras ou amarelas.
É um desfilar de melenas,
todas muito belas.

Famílias e suas crianças,
de mãos dadas por entre as atrações.
No Parque há seguranças,
pra prevalecer as sensações.

Nos palcos as vozes se soltam,
na plateia a multidão.
As palmas se voltam,
em forma de gratidão.

A Rainha do Milho é sempre linda,
leva a beleza da cidade ao Brasil.
Todo ano ela é bem vinda,
sem jamais esquecer o lado estudantil.

Os animais em exposição,
são máquinas de produtividade.
A genética é a explicação,
para tamanha fecundidade.

Na Fazendinha do Adão Marins,
o cheiro de roça se destaca.
Não têm atrações ruins,
por isso o povo lá se estaca.

O Festival de Pratos Típicos é tradicional,
onde todas as iguarias são gostosas.
É comida regional,
elaborada por mãos generosas.

A cultura tem o seu lugar,
no lindo evento Balaio.
O artista patense pode brilhar,
e sua obra fulgir como o raio.

Tem o Memorial do Milho,
que são as mãos da Marialda.
No que ela toca vira brilho,
tão fino como a esmeralda.

Tem a Agrofena,
uma feira de oportunidades.
Aqui os empresários não fazem cena,
vislumbrando suas versatilidades.

O Parque está cada vez mais moderno,
com estrutura de primeiro mundo.
Mesmo num frio de inverno,
ninguém se aborrece um segundo.

Já é momento de encerrar,
tendo ainda muito que falar.
Mas já deu pra mostrar,
que a festa é de arrepiar.

Viva a nossa Festa do Milho,
a alegria de nossa cidade.
Patos de Minas se enche de brilho,
é para gente de qualquer idade.

* Texto: Eitel Teixeira Dannemann.

* Foto: Diarioagricola.com.

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