FARNESE DIAS MACIEL: 81 ANOS

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FARNESECompleta, amanhã, 81 anos de idade o venerando ancião Cel. Farnese Dias Maciel, figura central e proeminente da vida de nosso prospero e futuroso municipio.

Espirito empreendedor, batalhador e de infatigavel trabalhador, todos nós nos acostumamos a ve-lo animado e bem disposto dirigir-se cedo à fazenda para voltar à noitinha, como se moço fosse, com a tranquilidade e a satisfação do dever cumprido.

Responsavel, de há muito, pela vida do municipio nas horas de paz e de lutas extremas, ninguem lhe conhece uma hora siquer de dubiedade e de tibieza, pois servido sempre pela marcante personalidade que o caracteriza e pelo animo forte do impenitente lutador, realiza constantemente os mais nobres surtos de progresso e personifica a fibra vigorosa do povo que o prestigia e quer.

Com o mesmo arrojo com que desbravou o sertão, bandeirante de fibra, varando leguas e leguas de chapadões, areais e matas no empenho de ligar duas cidades sertanejas, na rodovia Patos-Paracatú – voltou-se para o premente e atual problema de combustivel, solucionando-o no municipio com a quase improvisação de seu alcool-motor.

Esses beneficios, esses atos de heroismo, é possivel lhe tragam às vezes anátemas, censuras e criticas, dada a contingencia de pequenos grupos humanos insatisfeitos, mas bençãos divinas fizeram chover sobre sua pessoa, cumulando a sua velhice de aplausos, vitorias as mais estrondosas e glorias imarcesciveis e insepultaveis.

Mesmo desejando fazer pequena sumula dos seus atos de bravura e coragem, dos beneficios que tem prestado e vem prestando à nossa terra, muitissimo nos alongariamos na simplicidade desse registro de aniversario.

Exceto o misterioso “Monte Negro”, a sua vida é um livro aberto e todas as suas ações pertencem ao dominio publico.

Praza aos céus goze o prezado aniversariante de muitos anos de vida ainda, para a felicidade de sua familia e desse rico municipio que ele sabe querer como ninguem.

* Fonte: Texto publicado na edição de 26 de dezembro de 1943 do jornal Folha de Patos, do arquivo do Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão de História (LEPEH) do Unipam.

* Foto: Arquivo Público Mineiro.

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