ALTINO CAIXETA DE CASTRO, O LEÃO DE FORMOSA

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ALTINO-1Altino Caixeta de Castro, o Leão de Formosa, era natural de Lagoa Formosa, onde nasceu em 04 de agosto de 1916. Seus pais foram Leão Teotônio de Castro e Júlia Fernandes Caixeta, que tiveram, além do poeta, outros trezes filhos.

As primeiras letras foram aprendidas na Fazenda Campo da Onça, em Lagoa Formosa, e o curso ginasial feito no Colégio Dom Lustosa, em Patrocínio. Mais tarde diplomou-se em Farmácia e Bioquímica pela Escola de Odontologia e Farmácia da Universidade de Minas Gerais, tendo sido, na oportunidade, escolhido como orador da turma de formandos.

De seu casamento com Alpha Amorim de Castro nasceram Ronaldo, Roselle e Rosângela, e na geração posterior os netos Diogo, Rosa Luana e Beatriz.

Seus primeiros poemas foram publicados no jornal “O Ideal” (do ginásio de Patrocínio), e sua obra poética foi sendo divulgada, no correr dos anos, pelos jornais patenses “Jornal dos Municípios”, “Folha Diocesana”, “Correio de Patos”, “Folha Patense” e outros. Publicados teve os livros “Cidadela da Rosa: com fissão da flor”, em 1980, e “Diário da Rosa Errância e Prosoemas”, em 1989. Participou, ainda, do livro “Patos de Minas 100 anos de Literatura, Um Século de Poesia”, em 1992; do suplemento literário “Caderno Especial”, do Jornal Minas Gerais, em 1991, e tinha previsto o lançamento de um outro livro, cujo título seria “Sementes do Sol”.

O POETA FALA:

– Não nasci em meio a ventos, e nem de eventos, fui bem nascido, apesar de agosto.

– Eu fui menino, só. Só de sete meses / Morri duas vezes. Mas agora já Altino / Eu sei, fui predestinado aos deuses…

– Nasci de sete meses e fui alimentado por uma cabra até os três anos de idade. Sempre associei à cabra as cabras de outros autores.

– Minha mãe rezava para si, para os outros e para as estrelas. Dela herdei o caráter e o misticismo.

– Só minha mãe é santa que ainda amo e exulto, é a única deusa ainda de meu culto, única mulher que eu quero ver no céu.

NOTA: Altino Caixeta de Castro faleceu em 28 de junho de 1995.

* Fonte: Texto de Marialda Coury publicado na edição n.º 6 do jornal O Tablóide de 16 de julho de 1996, do arquivo de Fernando Kitzinger Dannemann.

* Foto: Antoniomiranda.com.br.

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