SACO DO PAPAI, O

Postado por e arquivado em ARTES, FERNANDO KITZINGER DANNEMANN, LITERATURA.

A hora de recreio já estava quase terminando e por isso Joãozinho e Luisinho conversavam sentados no banco do pátio, aguardando o toque da campainha para retornarem à sala de aula.

A professora da escola estadual de Periquinho Verde estava ali por perto, a uma distância que lhe permitia ouvir, mesmo sem estar prestando atenção, a conversa entre os dois meninos. Mas certo trecho do diálogo despertou seu interesse. Foi quando o Luizinho, pretendendo contar vantagem, disse ao coleguinha:

– Meu pai é tão alto, mas tão alto, que um dia ele levantou os braços e encostou a mão nas nuvens.

A professora esperou pela resposta, porque sabia que Joãozinho não deixaria passar em branco a gabarolice do seu companheiro de classe. E ela veio de imediato, pois o menino não perdeu tempo para retrucar:

– Quando ele encostou a mão lá nas nuvens, tenho certeza de que sentiu algo macio, não foi?

– Exatamente.

– Pois é. Era o saco do meu pai.

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