FETO ESTRANHO EM PINDAÍBAS

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FETOA notícia veiculada através da Rádio Clube de Patos, mais exatamente pelo radialista Patrício Filho, na manhã de quarta-feira, quando entrevistava um cidadão chamado Jair, ao vivo, alarmou a cidade.

A reportagem do Correio de Patos esteve no local e entrevistou a senhora Ana Batista Soares, 40 anos, casada com Geraldo João Soares, 39 anos, casal que já tem seis filhos, e apurou o seguinte:

Na madrugada de sábado para domingo a senhora Ana, que estava grávida, teve um aborto espontâneo por volta de 4 horas da manhã. O feto nasceu com cerca de 25 cm e a placenta foi expulsa em conjunto. Quando o marido chegou – ele estava num “pagode” – a mulher, aterrorizada pelo tamanho do feto, falou para o marido que havia dado à luz um “trem esquisito” pedindo para que ele enterrasse porque não queria que os filhos vissem.

O marido enterrou o que ele chamou de “um macaquinho e um peixe” no quintal da casa. Ao visitarmos aquele local estivemos acompanhados por peritos da Polícia Civil que fizeram todo o trabalho de perícia médica e legal constatando que o que havia de anormal era apenas a mal formação do feto e o que eles estavam denominando de “peixe” nada mais era do que os restos placentários.

Em conversa com o Dr. Carlos Zico, legista da polícia civil, ele nos confidenciou que o diagnóstico para o estado do feto era “feto Morto Retido”, afirmando que nada de extraordinário havia que caracterizasse e muito menos justificasse um barulho de tal tamanho.

Na tarde de quarta-feira, dia 28 de setembro, a senhora Ana deu entrada no Hospital Regional onde foi encaminhada a um médico ginecologista para fazer uma curetagem pois corria, inclusive, o risco de ter uma infecção ou mesmo uma forte hemorragia.

* Fonte: Texto publicado com o título “O Caso Dos Estranhos Fetos em Pindaíbas” na edição de 1.º de outubro de 1988 do jornal Correio de Patos, do arquivo do Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão de História (LEPEH) do Unipam.

* Foto: Ufoactivity.blogspot.com, meramente ilustrativa .

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