NOITE QUE MADAME MOSCATEL FOI DORMIR COM A PINOT NOIR E ACORDOU CABERNET SOUVINGON, A

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Amigos se magoam vez ou outra quase sempre. Faz parte do nosso pathos mais sem nome e é parte indelével dos sortilégios que determinam o coexistir natural nestes dias Darwinianos. Inda mais agora, cara, que os dias estão maiores que as noites e as pessoas têm que se tolerar em espelhos, semicerrar as pálpebras às claridades externas excessivas para quando nos interiorarmos já estejamos habituados à obscuridade dos medíocres. Driblar a acachapante exposição aos holofotes artificiais da mídia ávida e fechar os olhos aos gerais plantadores de narcisos de razão inversa, assim: mais tempos corridos menos pontos ganhos, combinação que, com esse calor abismático que ora faz, faz tudo tender a esparramar rodinhas de futebol, peladas de samba e outros sovietes menos cotados tais política e religião. Não só pelas razões sacais, ainda que medicinalmente recomendadas, que são as sociais, mas também pelo fato recentemente descoberto: Um fenômeno detectado pelos cientistas russos que analisam o efeito Gelato no convívio dos prisioneiros de opinião nas estepes siberianas ao entardecer, mais precisamente entre a fuga Bachiana do dia às 18:36 e a voracidade da boca da noite às 18:41, que é quando os corpos, inclusos os celestes, nesses breves e intermináveis interlúdios, passam por uma exponencial beta-metamorforse no alfa-metabolismo existencial de seus refúgios mais genuínos e significativos que são os gama-acasalamentos de hormônios intergêneros, já de antemão acicatados com a aproximação da ômega-Happy-hour, sacra hora, quando loucos para ingerir Dry Martinis com Viagras espetados nos palitos das azeitonas, relaxam e gozam as delícias de uma espera  longamente fastidiosa num saguão de aeroporto nacional, sonhando com aeromoças nuas a 30 mil pés. No mais é ter confiança nas Pilhas Alcalinas do seu Piloto Automático, meu jovem. É o Êxtase. O Fenômeno? Que fenômeno? Ah, desculpem. O cito prodígio é o seguinte: Com o frio, os elastanos das meias de Poli-carbonatos extraídos das borras do diesel queimado nos antiquados Submarinos Ilyushyn aportados em Petropavlovsk Kamaradachatoskly mesclados aos pelos de Marta Metenaometevedev-nova quando em contato com a fumaça da Cannabis Hidropônica dos Balcãs geram Atopias de intensa ação prurida nas canelas brancas dos encarcerados posicionados mais à esquerda do Mausoléu de Robert MacNamara, um ícone na URSS, um símbolo da Praça Vermelha ao lado das miniaturinhas artesanais da Múmia do Tovarich Vladimir Ilyich com as quais e, mais marcadamente depois de Maria Sharapova, são agraciados aqueles com QI acima da média nacional. Pois bem, esse fenômeno desencadeou a pesquisa nos meios acadêmicos que após o consumo de 4112 lâminas, 381 pipetas graduadas e 79 Beckers de configuração térmica, resultaram num consenso raramente atingido nas concorrências atuais. Nota Oficial: – São pontos pacíficos, as cumulações acima de 0,354 nêutrons neurais per capita depois de convertidas a Vapor de Etilomêns à Luz de Candeeiros de Óleo de Mamona, tendem a colecionar e reproduzir, em escala industrial ou em pequenos potes de 350 ml, Baco-bactérias das mais nobres espécies como Cabernet Souvingon, Pinot Noir, Itália, Rubi e etc, assim como, e isso é sabido de sobejo, as cortesãs Niagara e Moscatel já que, e isso está configurado nos ditos dos anciãos das velhas aldeias dos Bálcãs, onde viceja a rosa brota a tiririca. O Kremlin fechou questão na tiririca.

Mas nada disso vem ao caso, o que mais importa para a presente consideração e que lhes vai de absoluta graciosidade é o imediato:- o tradicional valhacouto dos tóneis. Ah, como são chegados num valhacoutos esses velhos tonéis de Umburana, um deleite só, sócêsvendo! Nessa época estival em que todos os convivas do Palácio do Dilúculo se fartam sobremaneira de Sardinha no Maçarico ao Manojo Colesteron Toujours e grandes volumes de banha de porco logo ao desjejum, portanto, logo depois das indefectíveis e jururus caminhadas pelas verdes matas, ah, como eram verdes as verdes matas do lugar onde eu nasci. Álacres caminhadas onde todos repetem, compulsoriamente, a Ordem Unida e as palavras de Ordem da Juventude Hitlerista ditadas pelo Sargentão Ratzinger desde 1933 com a unção do Bigô à Chancelaria do Reich, sempre em Lá Maior que é para a caterva esgoelar de com força. É verdade que as andantes voltam sempre suados, com seus agasalhos de moletons marcados de sal, seus tênis de grife putrefatos de chulé atômico, que praticamente todos estão contaminados por subprodutos de Baden-Baden onde lubrificam para si próprios o orifício do Nirvana, e, pasmem, ficam diáfanos de brancura, feito lenços de adeus, pelo imenso prazer dos dias oficiais de exéquias, funerais de Estado e outros inimigos.

Quando cai a noite lá vão eles vermelhos, altivos com seus ternos de brim padronizados, novinhos e durinhos de goma de polvilho, brilhantes de ferro elétrico. Corados de salutariedade?  Rubros de pudor? Encarnados de civismo?  Nem pensar: É esse calorão desgraçado que com Vermute avermelha tudo que toca. É complicado porque nós cá de fora da cerca nos constrangemos com seus ternos de linha de montagem e distribuídos mais ou menos pelo tamanho do sorriso dos pretendentes. Aos de dentes bons, terno 48 Marrom, aos de próteses, 46 Mostarda, aos dentes maltrapilhos e maltratados, as sobras. E como é de lei, sobras não desfilam, não assistem, só vão pra casa com um litro de banha e um quilo de farinha, uma medida de querosene e uma camisinha para passar a noite e voltar amanhã bem cedo: sobras só trabalham. Vamos direto ao pós-Vermute: todos, sem exceção, querem rebater. É um vício, uma praxe, um hábito que tradicionou-se, sabe-se-lá, querem porque querem rebater. Assim sendo correm, ou galopam, ruidosamente, aos pares, aos quartetos, aos montes na direção das tendas onde a fuligem sobe e a patuléia de plantão canta todo o hinário Soul da Aretha Franklin e outras guarânias paraguaias, sarcasticamente sofridas, sempre com um gaiato imitando a voz fanhenta de Pepe Pordíos e sua Harpa Llorosa, nos ritmos Miquel Aceves Mejía e seu Baixolão Endiabrado vindo diretamente de Guadalajara numa cortesia galante de Tutuyíá  Lopéz y sus Mariachis Marxistas.

E o mundo se dissimula em florido e nunca se viu uma atmosfera tão límpida e respirável como naquele momento de paz e magia. É Flórida, disseram todos, empolgados que estavam com a estupidez da natureza humana que lhes concede tantas benesses; os sonegadores de si emocionam-se e acompanham o vai e vem maroto das estripulias ingênuas dos mais descolados e que andam por aí aparecendo em tantos jornais infectos de intelectos provectos, quase deitados de inanição, mas atarracados nas fraldas de um cargo prestigioso nas estatais do status quo. Esses mesmos que soltam pombinhas em dia de comemoração da Paz do Senhor e ficam catitas de tão caritativos e benfazejos, principalmente quando distribuem, junto com sextas-feiras-básicas de feriado, uma mimosa caixinha de rapé, veja vocês, rapé de pombinhas. Sim senhores, isso mesmo, cocozinhos das gráceis columbas torradinhos e muidinhos e que, ao serem inalados por incautos apêndices nasais provocam uma série de letalidades. A plebe rude grávida e com suas bolsas-família-amnióticas quase estourando, zuretinhas da silva, pensam que qualquer cheiro-de-bosta que lhes vem “dos caras” dá um barato federal quando na verdade é qualquer “barato” federal que dá o maior cheiro-de-bosta. Mas no fundo, bem lá nos fundilhos tá tudo zero a zero, já que juntos sifu no fuófi do fiófu do fuífó no centro do fifo do fiofó do pirarucu!- Pirarucu? Tiraram sim senhora. Mas fica frio, Cabrón, que a vida tem lá suas compensações. Saca só a jogada do Sir Ney Arribamar Agouros-y-Agouros-de-todos-os-Maranhões, o Senhoril Bigodon del Caribe Nhambiquara, que sacou rapidinho que o que vale na vida é ser imortal, e nada más. Tratou logo de permutar com os diretores de um famoso Clube Privê que gere uma das Imortalidades vigentes um Diploma de Sempre-Vivo por cargos no Conselho de Administração de pançudas Eletrobrasís. Querem só uma provinha dessa veracidade inconteste? Taí, basta olhá-lo enquanto preside a Casa Grande numa sessão ordinária, e bota ordinária nisso, para apreender todo o roteiro da Comédia. Viram? Entenderam? Talá, cara de finado bem maquiado, cabelo pigmentado e glostorado, sem frizz, óclinhos de arame de ouro velho, um bem dosado tremorzinho parkinsoniano post mortem (é o veneno, diz a lenda) para dar um toque de realismo fantástico, e pronto. Um defunto saudável? Que nada, eis um vivaldino Imortalaço pra fardão nenhum botar defeito. Finge um esquecimentozinho aqui, homologa um fantasma ali, descobre uma maracutaia no porão, outra no sótão, capitaliza seu silêncio em forma de favores futuros, bota um genro ali, uma nora aliatrás, e assim a vida vai nos trilhos da Senado Railways. E além do mais, acredita piamente, já que é êle quem diz que o Banco de Todos os Santos é coisa de Deus em sociedade com o Cid, seu velho e inseparável parceiro de truco e biriba no dolce far niente do Nirvana da Impunidade. Ou imputabilidade? Enquanto isso, in fraudem legis, os quadrilheiros votam, vetam e escolhem dentre si mesmos o si que será mais si que os outros por dois anos e, ambivalentes que são todos os sis, sistemáticos inclusive, entornam um 12 anos na caluda dos gabinetes acarpetados com suas bocas de ungidos e para as câmaras de TV comem pelotas de 2ª e farinha de pau com suas boca de povo, metáforas de deus.

E não se magoam uns aos outros, vez ou outra. Nunca.

Amigos fazem isso.

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